
"Compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano.
Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro.
E não importa seus novos cortes de cabelo, suas novas academias,
nem os copos de Chardonnay que bebe com as amigas, quando se deitar,
continuará relembrando cada detalhe e se perguntando o que
fez de errado ou por que não percebeu.
E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz?
Pode até se convencer que ele vai se tocar e aparecer na sua porta.
E depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar você vai
para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir
querida e os pequenos pedaços da sua alma finalmente retornarão.
E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você
perdeu na sua vida começarão a desaparecer."
"Descobri que quase tudo o que já foi dito sobre o amor é verdade.
Shakespeare disse: "As viagens acabam em encontros de amantes".
Que pensamento extraordinário.
Pessoalmente não experimentei nada parecido,
mas creio que Shakespeare experimentou.
Acho que penso em amor mais do que deveria.
Sempre me surpreende o seu poder de alterar e definir nossas vidas.
Foi Shakespeare também que disse: "O amor é cego".
Agora eu sei que isso é verdade. Para algumas pessoas o amor desaparece inexplicavelmente, para outras o amor está simplesmente perdido,
mas é claro que o amor também pode ser encontrado,
mesmo que só por uma noite.
Há também outro tipo de amor, o tipo mais cruel.
Aquele que quase mata suas vítimas, chama-se amor não-correspondido.
E, nesse, sou especialista.
Na maioria das histórias de amor, um se apaixona pelo outro.
Mas e quanto ao resto? E as nossas histórias?
Daqueles que se apaixonam sozinhos.
Somos vítimas do amor que não é recíproco,
amaldiçoados pelos amados, mal-amados.
Feridos sem prioridade.
Deficientes sem o melhor lugar no estacionamento.
Eu sou uma dessas pessoas.
Amei profundamente esse homem por três desesperados anos.
Os piores anos da minha vida, piores Natais e aniversários.
Passagens de ano à base de lágrimas e valium.
Os anos em que estive apaixonada foram os mais sombrios,
porque sou amaldiçoada por amar um homem que não me ama.
Deus, só de olhar para ele o coração dispara,
a garganta aperta, não consigo engolir. Todos os sintomas são comuns…"
(Texto do filme O amor não tira férias)





